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De tendência viral a oportunidade de marca: Uber e o efeito Tim Payne

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Durante a Copa do Mundo de 2026, um criador da comunidade da Winclap lançou um desafio nas redes: tornar famoso o jogador menos conhecido do torneio.

O escolhido foi Tim Payne, um futebolista que começou a semana com 4.715 seguidores — e a terminou com 5 milhões. Em menos de 48 horas, a Winclap detectou a oportunidade, ativou a Uber e produziu conteúdo que entrou na conversa sem se apropriar dela.

Resultado: uma ação de real time marketing que provou que a velocidade de execução é, em si mesma, uma vantagem competitiva.

The Challenge

O desafio não foi encontrar a tendência. Foi agir a tempo.

No contexto da Copa do Mundo, as conversas digitais explodem e se esgotam em horas. Quando o caso Tim Payne começou a ganhar tração orgânica nas redes, a janela para que uma marca entrasse de forma autêntica era estreita. Tarde demais e soaria oportunista. Forçado demais e quebraria a magia do momento.

O desafio para a Uber era claro: como participar de uma conversa que você não gerou, sem que pareça que está aproveitando o momento — e ao mesmo tempo que fique claro que você está ali?

The Approach

Da tendência ao conteúdo publicado em 48 horas. O processo teve cinco etapas:

1. Tendência detectada. A equipe da Winclap identificou em tempo real o fenômeno Tim Payne e avaliou o potencial de participação para a marca.

2. Ideação. Como entrar sem soar oportunistas? A resposta: a Uber não seria a protagonista — seria a habilitadora. A marca acompanharia a experiência do criador, não a capitalizaria.

3. Validação com o cliente. A Uber deu confiança e liberdade criativa à equipe. Sem essa velocidade de aprovação, a janela se fecharia.

4. Negociação com o criador. Gestão express de aspectos legais e contrato com o creator em paralelo à produção.

5. Produção. Filmagem, edição e publicação do conteúdo em tempo real, enquanto a história ainda estava acontecendo.

O conteúdo seguiu o journey completo: story a caminho da partida, story a caminho de conhecer Tim Payne, story pós-encontro e reel recap — tudo sob o conceito da Uber para a Copa: "Locura es no estar".

Results

O relatório final da campanha confirmou resultados que superaram as expectativas:

  • 6.773.079 impressões totais
  • +193K likes
  • +2K comentários
  • +1,7K salvamentos
  • 809 compartilhamentos
  • 2,98% de engagement rate
  • $141.195 em Earned Media Value (EMV)
  • CPV de $0,007 — custo por visualização excepcional

O Reel foi o principal motor de awareness: 5,3M impressões, 157K likes e 1,7K salvamentos. Os três Stories somaram quase 1,5M impressões e geraram 3.368 cliques e sticker taps, provando que a audiência não apenas assistiu — interagiu.

O sentimento foi fortemente positivo: 61% positivo, 30% neutro, 9% negativo.

"Você tornou a Copa do Mundo muito mais divertida!!!"
"É isso que os gênios fazem."
"Muito bonito. Incrível. Pura magia."

Learnings

  • As tendências não esperam aprovações. A janela de oportunidade se mede em horas, não em dias.
  • Não se aproprie da conversa — entre nela. A Uber funcionou como habilitadora da experiência, não como protagonista.
  • A velocidade é uma vantagem competitiva. Essa ação não começou com um plano anual nem um orçamento definido.
  • A comunidade de creators é infraestrutura. Ter um criador da própria comunidade foi o que tornou possível agir em 48 horas.
  • O fit cultural importa tanto quanto o fit de marca.

Conclusion

O caso Uber x Tim Payne é uma demonstração de que a capacidade de reação é, em si mesma, um ativo estratégico.

As marcas que vencem na cultura digital não são sempre as que criam as conversas — às vezes são as que sabem quando e como entrar nelas.

A próxima tendência não vai avisar. A pergunta é se você vai estar pronto quando ela chegar.

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